Almanaque Baiano

Almanaque Baiano

Itamar Ribeiro

*SEM GRAÇA

15 de maio de 2017 \\ Almanaque Baiano

 Rapaz, tem vereador aqui em Feira querendo suspender o show do Rei Roberto na cidade. Eu, hein!?
*FAÇA SUAS CONTAS - Você sabe quanto custa um quilo dessas colas instantâneas? Só pra você ter uma ideia, algumas graminhas do produto chegam a custar dois ou três reais! Imagine o quilo!!!
*PM NA UEFS - Finalmente, alguém requisitou a presença da PM no Campus da Uefs. Quem não deve não teme. A presença da polícia inibiria os assaltos e outras ocorrências por lá.
*AULA DE TELEVISÃO - É um autêntico privilégio, para quem já se libertou do domínio da TV do plim plim, poder acompanhar a excelente programação da TV E Bahia. São documentários, shows de alto nível e programas jornalísticos e culturais que deveriam servir de espelho e lição para quem quer fazer uma televisão realmente voltada para o entretenimento e não para a mesmice das novelas. Essa eu vejo e recomendo...
*SOCORRO! - Talvez seja esta a melhor palavra para definir o que vem acontecendo há décadas com relação à ação do sistema capitalista sobre a vida do trabalhador brasileiro. A engrenagem do capitalismo suga-nos aos poucos os nossos sonhos e aspirações, impedindo-nos, muitas vezes, de lutar por um lugar ao Sol. Em conseqüência, vêm a dor, a frustração e a revolta...

*VOZ DE METRALHADORA - Existem pessoas que, quando conversam com você, simplesmente não param de falar. Sinceramente, pagaria caro para ouvir duas delas ao telefone, uma ligando para outra. A sabedoria oriental diz que saber ouvir é mais importante que saber falar.
*PÉSSIMO EXEMPLO - Imagine um médico ou um professor fumando. Realmente não dá para entender. Esses dois profissionais lidam diretamente com as pessoas. Um cuidando da saúde física, o outro das questões do intelecto. Que exemplo pode dar para a sociedade um médico ou um professor que fuma?
*COISAS DE PRIMEIRO MUNDO - Assistindo a um programa, em um canal fechado, constatei que estamos muito longe de termos um atendimento médico público efetivamente eficiente e que, acima de tudo, respeite a vida humana. O programa relata o dia-a-dia em hospitais públicos dos EUA, com enfoque maior para o setor de emergência. Depois que a equipe de socorro é acionada, essa mesma equipe (após socorrer o paciente), entra em contato com o hospital, informando o tempo que levará para conduzi-lo à emergência, além de fornecer os detalhes do seu quadro clínico. Ao chegar à emergência, o paciente é tratado de forma digna, tendo à sua disposição médicos e todo o material necessário para que a sua vida seja salva. Em mais de noventa e cinco por cento dos casos, a vida humana é salva. À proporção que ia vendo o programa, ia me lembrando da emergência dos nossos hospitais públicos, com seres humanos espalhados nas macas, pelos corredores, rezando para que haja um médico sequer de plantão e que o mesmo possa ao menos aliviar parte do seu problema. Enquanto o atendimento em nossos hospitais estiver intimamente ligado a questões políticas, muitos seres humanos continuarão morrendo no local onde deveriam receber, de volta, a sua saúde.