Bastidores & Política

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Azevedo Júnior

A coisa se acirrou

07 de dezembro de 2015 \\ Bastidores & Política

A coisa se acirrou

A situação se complica para a presidente Dilma Rousseff com a autorização dada por Eduardo Cunha, presidente da Câmara, para abrir o processo de impeachment proposto pelo jurista e ex-petista Hélio Bicudo. Se chegar a votação no plenário a presidente precisará de 171 dos 513 deputados. Caso 342 digam sim, ela será afastada por 180 e a decisão vai para o Senado. Hoje, em pronunciamento, a presidente disse que se sentiu indignada com a decisão de Eduardo Cunha. O vice-presidente da República, Michel Temer, ainda não comentou o caso. Segundo o noticiário nacional ele teria sido avisado por Cunha de sua decisão. Aécio Neves, do PSDB, diz que o estopim foi aceso. A questão, agora, é saber quem vai assumir o governo (se os dois plenários Câmara e Senador aprovarem) ou se o impeachment vale também para o vice-Michel Temer. As discussões jurídicas só começaram. O deputado Wadih Damous (PT-RJ) disse que haverá um recurso ao Supremo



Já tinha quem comemorasse

O clima festivo era claro entre os movimentos que organizaram manifestações contra Dilma ao longo do ano de 2015. Estávamos com o kit festa preparado — afirmou Renan Santos, um dos líderes do Movimento Brasil Livre, que conclamava eleitores insatisfeitos com Dilma a comemorar o início do processo de impedimento na Avenida Paulista, “como se o nosso time de futebol tivesse ganhando o campeonato”. Santos, no entanto, disse que não deve haver carro de som na rua, como nas manifestações anteriores contra o governo, mas que espera reunir um grande número de pessoas no cartão-postal.


Votação

A população de Salvador teve a oportunidade de escolher os novos representantes que irão administrar os Conselhos Tutelares da capital pelos próximos quatro anos. Foram eleitos 180 conselheiros - dez para cada Conselho (cinco titulares e cinco suplentes) - de um total de 337 candidatos aptos que foram previamente selecionados, tendo realizado provas em etapas eliminatórias. Para participar do pleito, o cidadão compareceu aos locais de votação munido do Título de Eleitor e de um documento oficial com foto. 


É de lamentar

Em Brasília, o líder do PTN na Câmara, deputado federal Bacelar, externou indignação com o tiroteio na capital baiana, onde três crianças foram baleadas e uma mulher morreu, no Nordeste de Amaralina." Tenho uma relação próxima com os moradores do bairro e fiquei muito triste com o ocorrido. Vou procurar o secretário de Segurança Pública, Maurício Barbosa, para propor um pacto pela paz no Nordeste de Amaralina. Não podemos deixar que a criminalidade continue levando tristeza às famílias dos moradores e dos policiais ”, declarou.


Para o fim da marmelada

 Os deputados estaduais começaram a analisar as novas regras de estabilidade encaminhadas pelo Poder Executivo numa Proposta de Emenda Constitucional (PEC), que extingue a estabilidade financeira para servidores públicos que venham a ingressar no estado e estabelece novas regras para quem já é do quadro e tem direitos adquiridos. Aos servidores ativos altera os anos investidos num cargo para a incorporação da estabilidade financeira. Hoje, aquele que está na função por cinco anos consecutivos ou 10 anos intercalados tem o benefício. O governo quer alterar para oito anos consecutivos e 15 intercalados, o que ainda é pouco. A PEC extingue uma 'marmelada' antiga que estabelece para o servidor que ocupar por 10 anos qualquer cargo, ter estabilidade econômica automática pelos dois anos em que auferir maior remuneração.


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