O sonho de Deus

16 de outubro de 2017 \\ O Bispo


O dia 12 de outubro é dedicado às crianças. As crianças são o futuro do mundo. Se desejamos que haja paz nas famílias, nas comunidades e em todo o mundo, em primeiro lugar, temos que cuidar bem de cada crianças desde antes de seu nascimento.

TUDO O QUE somos procede em linha direta de nossa infância. O escritor Aldous Huxley garante: tudo acontece antes que tenhamos 12 anos. Psicólogos falam dos comandos iniciais. Por essa expressão entendem aquilo que os adultos dizem para a criança nos primeiros anos; se dissermos a uma criança que ela é inteligente, ela se tornará inteligente. Se dissermos que ela é feia, sempre se julgará feia. Você nunca faz nada de certo, garante o pai a um filho de quatro anos. Ele o está direcionando para o fracasso.

POR MAIS otimistas que sejamos, não dá para esconder a situação de milhões de crianças no Brasil. Nas grandes cidades, inchadas pela migração do campo, elas se amontoam com os pais em barracos e favelas, quando não se espalham pela ruas pedindo esmolas. Há crianças exploradas no trabalho. Há crianças prostitutas. Há crianças usadas no tráfico de drogas. Há crianças sofrendo violência dentro e fora de casa.

A SITUAÇÃO, no campo, não é menos angustiante. Volta e meia, a televisão estampa diante de nossos olhos, crianças enegrecidas por dentro e por fora pelo pó das carvoarias, crianças roubadas em seu direito de ir à escola para trabalhar na colheita do café, da laranja, crianças mutiladas pelos martelos com que quebram pedras e cocos.

CADA CRIANÇA é um sonho de Deus. Mas este Sonho não vem pronto. Pais e educadores têm a missão, bonita e difícil, de realizar este Sonho. Em cada criança que vem ao mundo dormem possibilidades. Elas podem acontecer ou ficar apenas promessas. Cabe aos pais percebe o potencial de cada uma e ajudar a esculpir este Sonho. Educar significa trazer para fora as possibilidades existentes em cada criança.

É BOM LEMBRAR: Jesus identificou-se com as crianças, e quando os apóstolos discutiam sobre quem seria o maior, Ele “tomou um menino, colocou-o junto de si, e disse-lhe: “Quem acolher este menino em meu nome, é a mim que acolhe, e quem me acolher, acolhe aquele que me enviou” (Lc 9,47-48). “Ðeixai vir a mim as crianças porque deles é o Reino dos céus” (Lc 18,16)


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