• Consumidor leva mais presentes neste Natal, mas ainda se queixa de crise

Consumidor leva mais presentes neste Natal, mas ainda se queixa de crise

23 de dezembro de 2017 \\ Economia

O último dia antes da véspera de Natal teve lojas lotadas e muitas sacolas nas mãos dos consumidores. Foi um alento para os comerciantes assustados com os dois últimos anos de vendas enfraquecidas. Mas o trauma da crise ainda foi assunto recorrente na fala dos paulistanos que visitaram o comércio neste sábado (23). A loja da rede Marisa na avenida Paulista, que durante a semana chegou a colocar caixas extra em operação para evitar filas, já abriu as portas com movimento logo nas primeiras horas do expediente neste sábado. Apesar da sacola cheia, a estudante de pedagogia Francisca Gardene Adriano, 27, ponderava que está cautelosa neste ano porque acabou de conseguir um novo emprego. "Estou gastando menos neste ano porque comecei agora nesse emprego e preciso ver como as coisas vão ficar", afirma ela. Claudia Sandra de Moraes, 36, doméstica, disse que ia levar uma "roupinha básica" e que, neste ano, só vai presentear a mãe. Preço foi um dos requisitos na escolha. Ela foi às compras em uma loja multimarcas da avenida Brigadeiro Luís Antônio cujos produtos não ultrapassam os R$ 35. O comércio popular está "a todo vapor", segundo Marcos Augusto Vieira, encarregado da loja Armarinhos Fernando, na região da rua 25 de Março. "Deu uma melhora de 5% a 7% neste Natal. Neste sábado, a loja fecha às 19h, mas, se tiver movimento, vamos até as 21h", afirma. Cálculos da Abrasce (Associação Brasileira de Shopping Centers) estimam um aumento de 5% nas contratações temporárias e um impulso de aproximadamente 7% nas vendas de Natal. As principais categ  O último dia antes da véspera de Natal teve lojas lotadas e muitas sacolas nas mãos dos consumidores. Foi um alento para os comerciantes assustados com os dois últimos anos de vendas enfraquecidas. Mas o trauma da crise ainda foi assunto recorrente na fala dos paulistanos que visitaram o comércio neste sábado (23). A loja da rede Marisa na avenida Paulista, que durante a semana chegou a colocar caixas extra em operação para evitar filas, já abriu as portas com movimento logo nas primeiras horas do expediente neste sábado. Apesar da sacola cheia, a estudante de pedagogia Francisca Gardene Adriano, 27, ponderava que está cautelosa neste ano porque acabou de conseguir um novo empregias responsáveis por alavancar as vendas serão vestuário, eletroeletrônico e calçados, segundo a entidade. "A retomada da confiança do consumidor no segundo semestre deu fôlego ao varejo. Seguimos otimistas para o fim de ano", diz o presidente da Abrasce, Glauco Humai. Alencar Burti, presidente da ACSP (Associação Comercial de São Paulo), tem estimativas mais modestas, de crescimento entre 3% e 5% nas vendas do varejo da capital paulista em relação a dezembro do ano passado. Burti pondera que "este Natal não vai recuperar as perdas decorrentes da recessão, mas é o melhor dezembro dos últimos anos". Na primeira quinzena do mês, as vendas a prazo (6,5%) tiveram melhor desempenho que as vendas à vista (2,8%), sinal de que os eletroeletrônicos devem se destacar, segundo a ACSP.

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