• Petroleiros da Bahia estão aprovando salvaguardas contra retirada de direitos

Petroleiros da Bahia estão aprovando salvaguardas contra retirada de direitos

12 de setembro de 2017 \\ Geral

Nas assembleias que estão sendo realizadas em todas as unidades do Sistema Petrobrás na Bahia, os petroleiros confirmam os indicativos da FUP e aprovam o Termo Aditivo à Pauta de Reivindicações, com salvaguardas para combater os efeitos da contrarreforma trabalhista e da terceirização. Além disso, a categoria aprova também o estado de assembleia permanente. O calendário das assembleias começou na terça (05\09) e prossegue até a próxima terça (12\09).  

Só faltam serem realizadas as assembleias nas unidades de Bálsamo, PBIO, Taquipe e Temadre. O resultado parcial contabiliza 363 votos a favor, zero contra e uma  abstenção. Está havendo uma boa participação da categoria nas assembleias, que se transformaram em um campo fértil para o debate, tendo como ponto comum a indignação dos trabalhadores e trabalhadoras com os ataques incessantes do governo golpista de Temer (PMDB), e seus principais aliados do PSDB e DEM.

Na área dos campos terrestres, cuja as vendas dos polos de Miranga (com nove concessões) e Bálsamo (com sete concessões), já foram anunciadas pela direção da Petrobrás, a discussão girou em torno da privatização da Petrobrás e das mobilizações e providências jurídicas que já estão sendo tomadas para evitar que esses polos, que, entre outras coisas, geram emprego e renda para diversos municípios da Bahia, sejam entregues à iniciativa privada.


Para o coordenador do Sindipetro Bahia, Deyvid Bacelar, “infelizmente com a mudança de governo e com o golpe de estado que sofremos estamos assistindo a uma série de desmanches, como a venda de direitos da classe trabalhadora, a entrega das nossas riquezas naturais e desse patrimônio do povo brasileiro, que é a Petrobrás”. Deyvid afirma que “os desenvestimentos, na verdade, fazem parte do processo de privatização da Petrobrás”. Ele também chama a atenção para a necessidade de mobilização e união nesse momento, “como em 1995, ano em que a categoria se uniu e impediu que a Petrobrás se transformasse em Petrobax, nesse ano de 2017, mais uma vez, vamos precisar da adesão maciça da categoria para dar início a um movimento paredista, que diante do que está acontecendo no Brasil, será inevitável”.


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