• Sinal analógico terá fim em 20 cidades baianas

Sinal analógico terá fim em 20 cidades baianas

22 de setembro de 2017 \\ Geral

O processo nacional de migração do sinal analógico das TVs para o digital tem, em 20 cidades baianas, a meta de alcançar, pelo menos, 93% das residências. O prazo para desligamento do analógico nessas cidades é até 27 de setembro deste ano.

O diretor geral da Seja Digital, instituição não-governamental responsável por operacionalizar a transição, Antonio Carlos Martelletto, disse, em visita ao A TARDE, que cerca de 70% dos domicílios nessas cidades já têm TVs com sinal digital.

No entanto, o prazo atual para as cidades baianas, já adiado uma vez, poderá ser estendido, caso a meta não seja alcançada. Uma pesquisa será feita até o dia 25 de setembro para aferir o grau de alcance da migração.

Além de Salvador, são alvos da campanha as cidades de Aratuipe, Cairu, Camaçari, Candeias, Dias D´Avila, Itaparica, Jaguaripe, Lauro de Freitas, Madre de Deus, Maragogipe, Nazaré, Salinas da Margarida, Santo Amaro, São Francisco do Conde, São Sebastião de Passe, Saubara, Simões Filho, Terra Nova e Vera Cruz.

Com a mudança do sinal, os canais abertos de TV passarão a transmitir a programação exclusivamente pelo sinal digital. A tela da TV exibirá uma mensagem informando que o analógico foi desligado e que a programação continua sendo exibida pelo digital.

"O desligamento do sinal analógico vai liberar a faixa de 700 MHz para que a oferta de internet 4G seja expandida no país. O 4G é uma das tecnologias para telefonia móvel mais avançadas e permite que dispositivos como celular, smartphone, laptops e tablets acessem a internet com velocidades mais rápidas", destaca a Seja Digital, no seu portal.

Martelletto disse que as primeiras cidades foram escolhidas com base na maior demanda pelo uso do 4G. "As regiões metropolitanas são as que têm maior demanda do 4G. Por isso estamos começando por elas".

Previsão

A expectativa é que cerca de 1.300 cidades de todo o país tenham o sinal analógico desligado até 2018. Vitória da Conquista, Feira de Santana e Juazeiro estarão nessa fase até 2018. Em todo o país, a previsão é que este tipo de sinal seja desligado em 2023. O cronograma de desligamento de cada cidade foi definido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

O diretor geral da Seja Digital contou que a principal dificuldade tem sido fazer as pessoas entenderem se terão que fazer a mudança ou não: "Muita gente não entende. Em Salvador, há transmissão digital desde 2008. As emissoras transmitem o analógico e o digital. Ao conversar com as pessoas, elas não sabem o que recebem".

Kits

"Se o aparelho for uma televisão de tubo, será necessário instalar um conversor de sinal. Se o televisor for de tela fina e não tiver o conversor embutido, também precisará de um conversor de sinal. Para ter certeza se o televisor já tem o conversor embutido, consulte o manual do fabricante", ressalta a Seja Digital.

Para as 20 cidades baianas, a Seja Digital vai distribuir 527 mil kits gratuitos com antena e conversor, exclusivamente para beneficiários de programas sociais do governo federal, como o Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida, entre outros. Esse kit vale para adaptar TVs que não têm conversor embutido.

A consulta pode ser feita no site do Seja Digital (www.sejadigital.com.br) com o número de identificação social (NIS), CPF ou PIS, para verificar se é umas das pessoas que têm direito a receber o kit.

Segundo Martelletto, já foram distribuídos, nas 20 cidade baianas alvos iniciais da transição, quatro mil kits e há cerca de 104 mil agendamentos para retirar o equipamento. Para pedir o kit é necessário ligar para a central de atendimento da Seja Digital (147) para agendar.

Esta semana começará a ser veiculada uma campanha para esclarecer a população das classes C, D e E. A qualidade de imagem e som com o sinal digital é o principal argumento.

A partir de 15 de junho, serão disponibilizados, também, 20 pontos de coleta em Salvador, Lauro de Freitas, Candeias e Camaçari para descarte de TVs. Segundo Martelletto, por ano, são descartadas cerca de 10 milhões de TVs antigas no Brasil.

Fonte: A Tarde 

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE