• Terceiro Suspeito de envolvimento na morte de Bruna Santana muda versão outra vez

Terceiro Suspeito de envolvimento na morte de Bruna Santana muda versão outra vez

14 de abril de 2018 \\ Geral

O terceiro suspeito de envolvimento na morte da adolescente Bruna Santana Mendes, 16 anos, que foi encontrada morta dentro de um saco em fevereiro, deste ano, em Feira de Santana, foi ouvido novamente pelo delegado Fabrício Linard, titular da Delegacia de Homicídios. 

Everton Rosa de Oliveira, 24 anos, está cumprindo prisão temporária desde o dia 3 de abril quando se apresentou ao delegado acompanhado pelo advogado Joari Wagner. Ao Acorda Cidade, o delegado informou que o suspeito mudou novamente seu depoimento e que aguarda os exames de DNA para obter mais elementos que ajudarão na investigação do caso. O novo depoimento foi prestado na manhã de ontem (13).

Delegado Fabrício Linard (Foto: Ed Santos/Acorda Cidade)

“Ele foi interrogado no dia 26 de fevereiro quando se apresentou à delegacia espontaneamente [antes de ter a prisão temporária decretada], e ele confirmou a versão de que estava de madrugada pelas ruas do Jardim Cruzeiro, na rua onde Bruna desapareceu, mas alegando que estaria retornando por volta de 1h45 de uma residência e estaria deixando uma garota na casa dela em outro bairro. Para nossa surpresa, confrontamos com estas informações e verificamos que essa garota não confirmou esta versão elaborada por ele. No mais recente depoimento, para esclarecer novos fatos, e para a nossa surpresa, ele apresentou outra versão: afirmou que esteve na rua apenas até as 22h45, que foi para sua casa e permaneceu durante toda a madrugada com sua mãe e irmãs. Questionamos o porquê desta mudança e ele disse apenas que se equivocou com o horário e quando o questionamos por que ele inventou a história de que estaria com uma garota ele se reservou a dizer apenas de que foi a primeira ideia que veio em sua cabeça para justificar a informação inicial de que estaria na rua durante a madrugada”, relatou o delegado ao Acorda Cidade.

Quando se apresentou à delegacia no dia 3 de abril e teve o mandado de prisão temporária cumprido, Everton alegou que o veículo que aparece nas imagens é de um carro popular e que pode ter sido qualquer outra pessoa. Ele também disse que inventou a história de que estaria com uma garota porque foi um momento de aflição, e que nunca viu Bruna.

O delegado Fabrício Linard pontuou que o suspeito tinha um advogado na época e hoje ele tem outra assessoria jurídica, o que para Everton foi um prejuízo porque houve mudança de estratégia de defesa e há contradições óbvias em seus depoimentos.

Além dos depoimentos, a polícia usa provas técnicas e entre elas há exames de DNA que serão realizados para constatar, por exemplo, se os dois fios de cabelos encontrados no bagageiro do carro de Everton são da vítima.

“Foram encontrados dois fios de cabelo compridos e cacheados, compatíveis com os fios de Bruna Santana. Não quer dizer que os fios são dela, e somente podemos afirmar que são dela apos um exame de DNA. Então os pais delas já compareceram ao Departamento de Polícia Técnica de Feira de Santana, já foi coletado o material genético do casal que será encaminhado junto com os fios para Salvador. Temos vários casos aqui em Feira [que precisaram do exame de DNA] e há uma certa demora. Tem famílias que esperam por anos, mas acreditamos que diante da repercussão do caso dela a gente espera que haja uma maior celeridade no resultado”, declarou Linard.

Foto: Aldo Matos/Acorda Cidade

O advogado de Everton, Joari Wagner, disse que o jovem está tranquilo e que ele mantém a versão de que não tem envolvimento com a morte de Bruna.

"Não posso passar muita informação para não atrapalhar as investigações, mas posso dizer que as imagens do dia em que a garota desapareceu serão confrontadas, justamente porque ele realmente passou no local por diversas vezes para levar a mãe para a igreja, e para levar a namorada em casa. Então é o caminho dele de todos os dias. Será confrontado o horário que ele passou naquela rua com o horário que um veículo parecido também foi visto. Será feito esse confronto para verificar se era realmente o carro dele ou não. Everton sempre fala para o delegado que quer que o caso seja investigado a fundo para comprovar para a família e para a sociedade que ele não tem envolvimento neste homicídio. Ele está triste, mas está tranquilo", disse o advogado.

Fonte: Acorda Cidade

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE