• ARTIGO: ENVELHECIMENTO, DESNUTRIÇÃO E DEPRESSÃO

ARTIGO: ENVELHECIMENTO, DESNUTRIÇÃO E DEPRESSÃO

11 de julho de 2019 \\ Geral

Os hábitos alimentares dos idosos não são unicamente determinados pelas preferências pessoais adquiridas ao longo da vida ou pelas mudanças fisiológicas sofridas durante o processo de envelhecimento, mas também sofrem influência de questões psicológicas decorrentes do estado emocional e integração social. Observou-se que fatores como isolamento social, solidão, luto (por perda de amigos ou entes queridos), sensação de abandono, morar sozinho ou ser institucionalizado, perda da autonomia e do auto-cuidado, aposentadoria, rejeição da auto-imagem e sedentarismo, são fatores determinantes para o desenvolvimento ou agravamento do quadro depressivo contribuindo para que haja desinteresse por atividades cotidianas tais como o preparo de refeições e o ato de se alimentar fazendo com que muitos indivíduos não realizem refeições completas, deixando de consumir muitos nutrientes necessários para a boa manutenção do organismo. 

A falta de apetite está muitas vezes relacionada com a ausência dos sentidos de paladar e olfato, fazendo com que o idoso não sinta prazer na hora de se alimentar por não sentir o sabor da comida. Associando isso ao quadro depressivo, podemos observar que o indivíduo perde o interesse pelo ato de se alimentar por não lhe proporcionar mais prazer, passando assim a aderir uma postura indiferente em relação à alimentação optando por alternativas mais práticas como alimentos industrializados, altamente processados, ricos em açucares e gorduras e pobres em micronutrientes, desenvolvendo assim um quadro de desnutrição que pode ou não estar associado a excesso de peso.

As estratégias nutricionais adotadas para auxiliar na prevenção e tratamento da desnutrição em idosos depressivos devem ser focadas na reposição dos nutrientes que o indivíduo sofre carência, inserção de alimentos funcionais e educação nutricional voltada para transformar o ato de comer em um momento importante e prazeroso na vida do paciente. A inserção de alimentos funcionais ricos em fibras (aveia, cevada, granola), isoflavonas (sofá, broto de alfafa, tofu), carotenóides (mamão, cenoura, abobora), vitaminas do complexo B (fígado, castanhas, abacate), colina (ovos, leite, quinoa) e triptofano (peixes, arroz integral, semente de abobora) não apenas vai fornecer ao paciente os nutrientes necessários para melhorar o quadro clinico nutricional como também vai favorecer a atuação dos antidepressivos (caso o paciente faça uso) devido as suas propriedades de moduladores hormonais. 

Além disso, é necessário que haja um acompanhamento multiprofissional em parceria com a família, pois os pacientes deprimidos colaboram menos com os tratamentos, em virtude da falta de energia, falta de iniciativa, desesperança e do déficit cognitivo associado à depressão e ao processo de envelhecimento, assim, possuem dificuldade de adesão ao tratamento

medicamentoso e nutricional e a realização de exercícios físicos.

Por Brenda Lessa Oliveira / Nutricionista Clínica CRN5 - 13055

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