• Instalação de fusegates aumentará capacidade da Barragem Ponto Novo

Instalação de fusegates aumentará capacidade da Barragem Ponto Novo

17 de outubro de 2017 \\ Governo

A instalação de fusegates, uma tecnologia de origem francesa, no vertedouro da Barragem Ponto Novo - que tem o mesmo nome do município, no centro norte -, vai aumentar a sua capacidade de acumulação de água entre 25 e 30% e reforçar o abastecimento para atender 250 mil baianos, moradores no entorno do empreendimento. Também beneficiar irrigação, que se constitui num expressivo segmento econômico da região. O equipamento foi construído pela Companhia de Engenharia Hídrica e de Saneamento da Bahia (Cerb), vinculada à Secretaria de Infraestrutrurea Hídrica do Estado (Sihs) em 1999

O avanço do projeto, que deverá ser concluído até o final de janeiro de 2018, foi apresentado, na segunda-feira (16), no auditório na Cerb, em Salvador, aos representantes do Fundo Internacional para Desenvolvimento Agrícola (Fida), agência especializada das Nações Unidas; da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), emprea da Secretaria do Desenvolvimento do Estado (SDR) e técnicos da Cerb, pelo engenheiro italiano responsável pela implantação dessa tecnologia, Cesare de Simone.

Barragem
Foto: Manu Dias/GOVBA

A construção dos 58 módulos, interligados, em concreto pré-moldado, de baixa porosidade e de alta resistência, pesando cada um cinco toneladas, com 1,50 metros de altura, já está fase bastante adiantada. O engenheiro explicou que foi preciso fazer uma modificação no vertedouro para adaptação dos módulos. Antes de iniciar o projeto para implantação dos fusegates, foi feita uma simulação num laboratório na França para avaliar o comportamento das estruturas da Barragem de Ponto Novo. 

Os fusegates serão implantados lado a lado sobre a crista do vertedouro, além de dispositivos de segurança. Cesare de Simone explicou que é um método muito eficaz e mais barato do que a construção de uma barragem. Essa tecnologia apresenta uma série de vantagens, desde a questão do tempo de duração da obra, que é bem menor, além das questões de impacto social e ambiental.

Fonte: Ascom/Companhia de Engenharia Hídrica e de Saneamento da Bahia (Cerb) 

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