• Alvo de inquéritos, Wagner diz que trabalhou 'normalmente' nesta quarta

Alvo de inquéritos, Wagner diz que trabalhou 'normalmente' nesta quarta

12 de abril de 2017 \\ Política

Alvo de duas frentes de investigação a partir das delações de executivos e ex-executivos da Odebrecht, o ex-governador da Bahia Jaques Wagner (PT), atual secretário estadual de Desenvolvimento Econômico (SDE), disse ter trabalhado “normalmente” nesta quarta-feira (12), um dia após a revelação da lista do relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Edson Fachin.

Repasses e relógio 

Mesmo tendo recebido um relógio de US$ 20 mil como presente da Odebrecht, Wagner diz que sua relação com a empreiteira “sempre foi conflituosa” quando havia interesses do Estado em jogo. “Obras como o emissário submarino da Boca do Rio, a Via Expressa, o Metrô são exemplos. Ou seja, não há como enxergar qualquer favorecimento à empresa. Muito pelo contrário, o que faz as denúncias perderem qualquer sentido”, alega nota enviada ao bahia.ba pela SDE, ao acrescentar que “tudo já foi esclarecido”. Segundo o Ministério Público, os colaboradores relatam pagamento de vantagens indevidas, no valor de US$ 12 milhões, a pretexto de contribuição à campanha eleitoral de Wagner. Tais repasses teriam sido motivados pela concessão de benefícios fiscais associados ao ICMS que teriam favorecido o grupo Odebrecht. O petista teria recebido, também a pretexto de contribuição eleitoral, R$ 10 milhões em razão de dívida da Companhia de Engenharia Hídrica e de Saneamento da Bahia (Cerb). Todas as acusações constam na petição 6805. leia mais no bahia.ba .

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