• Começam os testes em humanos da vacina contra o vírus da AIDS

Começam os testes em humanos da vacina contra o vírus da AIDS

01 de dezembro de 2017 \\ Saúde

As vacinas são produzidas por dois grupos de pesquisa apoiados pelo Instituto Nacional de Saúde dos EUA (NIH). Uma das iniciativas é financiada pela Fundação Bill & Melinda Gates. A ideia é superar os resultados de um teste de 2009 de uma vacina na Tailândia que mostrou redução de 31% nas infecções. De acordo com o diretor científico da Johnson & Johnson (uma das empresas envolvidas na empreitada), Paul Stoffels, é possível alcançar uma eficácia superior a 50%.

“Esse é o objetivo. Com sorte, nós chegaremos [a padrões] muito mais altos”, disse Stoffels à Reuters.

O teste, conhecido como “Imbokodo”, envolve 2.600 mulheres sexualmente ativas que vivem na África do Sul, Malawi, Moçambique, Zâmbia e Zimbábue. Tendo recebido a vacina experimental ou um placebo em estações de pesquisa clínica na África do Sul, elas serão monitorados por três anos para acompanhar a prevenção de infecções.

A vacina usa a chamada “tecnologia de mosaico” para combinar proteínas estimulantes do sistema imunológico de diferentes cepas de HIV, representando diferentes tipos de vírus de todo o mundo. Com a ajuda desta técnica, os cientistas esperam desenvolver uma vacina “global” que resolva o problema da variabilidade do vírus.

Embora tenham havido grandes avanços no tratamento e prevenção do HIV e os modernos medicamentos tenham transformado a doença de uma sentença de morte em uma condição crônica, o número de pessoas infectadas continua a crescer e a vacina ainda é considerada um fator crítico para erradicação da doença.

Cerca de 37 milhões de pessoas em todo o mundo atualmente têm HIV e quase 2 milhões de pessoas são infectadas todos os anos.

“Ter uma vacina preventiva seria uma ferramenta vital em uma estratégia global abrangente para acabar com a pandemia”, disse Johan van Hoof, chefe de pesquisa e desenvolvimento da Janssen Vaccins.

Os resultados clínicos iniciais relatados em uma conferência sobre a AIDS em Paris,  mostraram que a vacina de mosaico era segura e provocava uma boa resposta imune em voluntários saudáveis.

Sputnik Brasil

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