Economia baiana continua em alta

16 de maio de 2011 \\ Osmando Barbosa

A Secretaria do planejamento, através da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia, realizou no mês passado mais uma enquete sobre a confiança do empreendedor baiano em nossa economia. Como já era esperado, o Indicador de Confiança do Empresariado Baiano (ICEB) registrou nova alta no mês de abril, seguindo a trajetória de crescimento iniciada em fevereiro.

O indicador alcançou a marca de 134,9 pontos, permanecendo na zona de Otimismo Moderado pelo décimo mês consecutivo.
Avaliando os resultados apurados no mês de abril, o ICEB apresentou um leve crescimento de 2,9 pontos em relação ao mês imediatamente anterior. O setor Agropecuário e Indústria arrefeceram seu grau de otimismo, variando o indicador em 2,1 e 15,0 pontos, respectivamente. Apesar disso, ambos os setores continuaram na zona de Otimismo moderado. Outro setor que registrou boa alta foi o campo serviços e comércio apresentando elevação de 13,0 pontos em relação a fevereiro.

Em março, outra vez, as variáveis econômicas (PIB, câmbio, inflação e juros) em termos agregados suplantaram as de desempenho das empresas (vendas, crédito, situação financeira, emprego, capacidade produtiva, abertura de unidades, dentre outros), 223,7 pontos contra 90,5 pontos.

Na avaliação do empresariado em relação ao comportamento da inflação para os próximos 12 meses, verificou-se que 50% dos entrevistados esperam que os preços se afastem da estabilidade. Para o coordenador de Estatística da SEI, Urandi Paiva, “esse resultado é reflexo da divulgação do relatório trimestral de inflação do Banco Central, contendo a revisão das projeções de inflação no ano”. Nesse sentido, a autoridade monetária já admite o não cumprimento da meta para 2011 e 2012.

Seguindo a mesma tendência, as expectativas do empresariado quanto à evolução da taxa de juros do total é ascendente. Dos entrevistados pela pesquisa de confiança, 50% crêem que a taxa de juros SELIC irá variar entre 2,1 e 4 pontos nos próximos 12 meses.
Mas o principal e mais alentador índice é aquele relativo ao crescimento econômico na Bahia. Quanto às expectativas de crescimento econômico, todos os setores estão animados, com indicadores atingindo as marcas de 591,7 pontos para o PIB nacional e 574,1 pontos para o PIB estadual, ambos localizaram-se na zona de Grande Otimismo. Aproximadamente 70% dos entrevistados esperam que o PIB nacional cresça entre 3% e 4,9% nos próximos 12 meses, ao passo que 45% dos entrevistados acreditam que o PIB estadual aumente entre 3% e 4,9%.

Nosso empresariado mostra-se bastante otimista em relação outro dado crucial à nossa economia. No que diz respeito à performance das vendas, as expectativas são bem sólidas, com indicador geral alcançando a marca de 222,8 pontos. Outra variável que apresentou bom resultado foi a capacidade produtiva das empresas, com indicador geral atingindo 214,1 pontos. Nesse contexto, 45% dos sondados esperam que a utilização da capacidade produtiva esteja maior nos próximos 12 meses. Nessa linha, outro aspecto bem avaliado globalmente foram as exportações, com indicador geral atingindo 165 pontos.

Em contrapartida, resultados preocupantes foram averiguados para o crédito, com indicador geral alcançando a marca de -233,3 pontos, se consolidando na zona de Pessimismo moderado pelo quarto mês consecutivo. Do total dos entrevistados, 55% esperam que o crédito esteja pouco atrativo nos próximos 12 meses.

E não faltam motivos para o otimismo de nosso empresariado. Afinal, sem contar com os investimentos de cunho nacional, o Nordeste constitui a região mais beneficiada com os investimentos do Governo Federal previstos para os próximos meses de 2011, incluídos os recursos com origem no Executivo e nas Estatais. O valor orçado para a Região representa 19,1% do total, e atinge o montante de R$ 9,9 bilhões. O volume tende a aumentar, considerando-se os projetos de mais duas novas refinarias da Petrobrás na Região, nos estados do Ceará (Premium II) e Maranhão (Premium I).
“Estes investimentos podem contribuir para a consolidação do crescimento econômico nordestino acima do crescimento nacional”, afirma o superintendente do Etene (Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste), José Narciso Sobrinho.

Segundo ele, grande parte do orçamento destina-se a obras de infraestrutura e de atendimento social, a exemplo de obras de saneamento. E adivinha para onde vai maior parte dos recursos com origem no Executivo? Para a nossa Bahia! Receberemos R$ 3 bilhões!. Os investimentos estatais na Região têm apresentado significativo crescimento nos últimos cinco anos, e já representam 20,97% do total previsto para 2011.
Vamos que vamos, Bahia, o céu é o limite!