• Projeto Conversação Cênica propõe caminhos possíveis para as artes

Projeto Conversação Cênica propõe caminhos possíveis para as artes

13 de outubro de 2021 \\ Cultura

A Coletiva de Teatro Insurgente realiza a terceira edição do Projeto Conversação Cênica, iniciando com a Oficina Imaginários em Revoada nos dias 15 e 16 de outubro. O projeto também terá como ações o Conversatório Ribalta e a apresentação do Rito-Estúdio I: Travessia em formato audiovisual, que ocorrerão em novembro, respectivamente.

O projeto busca dialogar com artistas, estudantes e o público de Feira de Santana e será transmitido por meio das redes sociais da Mostra @MostraCulturaFSA e nas redes sociais do projeto contemplado. A Oficina Imaginários em Revoada será realizada de forma virtual em parceria com o Atelier Redemunho de Cão, onde artistas e estudantes de artes de todo Brasil poderão se inscrever via chamada pública. 

A proposta da oficina é promover o alcance de outras pessoas, para além da cidade de Feira de Santana, e com elas construir travessias de imaginários possíveis para o mundo. Serão selecionadas 20 pessoas, que trabalharão a expressão corporal, o desenho e a palavra para estimular o universo criador, potencializar as relações com o outro e traçar caminhos de transformação através da arte. Ao final da oficina os alunos irão gravar pequenos vídeos, que serão disponibilizados no canal do YouTube da Coletiva de Teatro Insurgente e no youtube da Ong Favela É Isso Aí https://www.youtube.com/c/fa velaeissoai. Os desenhos feitos pelos estudantes serão postados nas redes sociais da Coletiva de Teatro Insurgente e em um blog que será criado para o projeto.

Travessia é um texto que trata sobre questões urgentes no aqui e agora, ainda que não possua um espaço e tempo marcados. Escrito por Joel Carlos e Raphael Cardoso, o texto nasceu como um experimento sonoro dividido em três atos, fazendo ligações entre esperança e destruição, começo e fim, vida e morte. A obra é influenciada pela linguagem antropofága de Oswald de Andrade, por Grande Sertão: Veredas de João Guimarães Rosa e por A Gaivota de Anton Tchekhov. O texto faz coro à luta dos povos indígenas no Brasil, colocando a preservação do meio ambiente como único caminho para assegurar um futuro com a existênci a de todos os seres vivos. Entendida como um corpo vital em expansão, a encenação de Travessia utiliza a linguagem audiovisual para atravessar fronteiras, criando rotas para (re)existir. O sensível e a criação de imaginários ganharão força tanto na atuação, como na cenografia, no figurino e nas sonoridades.

O Conversatório Ribalta reunirá profissionais das artes cênicas para discutir o cenário teatral em Feira de Santana e os espaços existentes na cidade. Para a Coletiva de Teatro Insurgente, o teatro é uma ferramenta de expressão e de interpretação do mundo. Portanto, a ideia de apresentar a história do teatro, seus espaços e de suas personalidades é colaborar para que a consciência histórica, política, artística e estética atuem em conjunto. Na programação, também serão apresentadas as cenas curtas de Travessia, além do trabalho realizado pelos estudantes durante a Oficina Imaginários em Revoada.

A Coletiva de Teatro Insurgente

Localizada na sertaneja cidade de Feira de Santana (BA), a Coletiva de Teatro Insurgente tem como fundamento a linguagem antropofágica de Oswald de Andrade e a roseana, de Guimarães Rosa. Desde 2018 a companhia incorpora em seus trabalhos de teatro-ritual a música, as artes plásticas e a dança em processos de co-criação entre artistas.

A Coletiva iniciou seus trabalhos com a apresentação de Cenas Negras Insurgentes no Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro. Em 2019, a Coletiva apresentou Leituras Dramáticas em Tempos Urgentes, no Centro de Cultura Amélio Amorim, e a cena curta “Para Ver a Luz do Sol” no Museu de Arte Contemporânea Raimundo Oliveira (MAC). Em 2020, a Coletiva apresentou pela primeira vez a radiopeça Travessia, escrita em contexto pandêmico por Joel Carlos e Raphael Cardoso. Também lançou a Revista Miragem, projeto em formato audiovisual que promoveu bate-papos com profissionais das artes cênicas.

A companhia conta com uma estação de rádio no Spotify (Rádio Coletiva) e um canal de TV no Youtube (TV COLETIVA de Teatro Insurgente), com interpretações de textos de autores como Conceição Evaristo, Marcelino Freire e Waly Salomão. A Coletiva de Teatro Insurgente possui perfil no Facebook (@coletivadeteatroinsurgente · Produções teatrais) e no Instagram (@coletiva deteatroinsurgente).

Ficha Técnica:

Direção: Joel Carlos

Produção: Raphael Cardoso

Monitoria de oficina e câmera: João Caetano

Atuação Rito-Estúdio I: Travessia: Débora Almeida e Joel Carlos

Cenografia, figurinos e maquiagem: Joel Carlos

Câmera: Mailson Santana

Direção técnica de luz e som - Gabriela Bárbara

Monitoria do conversatório: Raphael Cardoso

Artista Convidado: Geovanne Mascarenhas

O Projeto Conversação Cênica está entre os 20 projetos contemplados este ano na Mostra da Diversidade Cultural, um edital que tem a realização da ONG Favela é Isso Aí, Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo e Governo Federal e Belgo Bekaert A rames, viabilizada por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, e faz parte do programa Belgo Bekaert Forma e Transforma, que busca promover ações de pesquisa, registro e difusão do patrimônio imaterial em Feira de Santana desde 2016.

Mais Sobre a Mostra

Realizada pelo Favela é Isso Aí, a Mostra integra o programa Belgo Bekaert Forma e Transforma em Feira de Santana desde 2016. A Mostra teve sua primeira edição em 2018 e foi pioneira ao lançar seu edital de emergência cultural no início de 2020, quando foram contemplados 46 projetos feirenses. Essas produções virtuais podem ser vistas através do youtube da realizadora (www.youtube.com/FavelaEIssoAi) ou através do site www.favelaeissoai.com.br.

Em Feira, a primeira edição foi totalmente presencial, mas as edições seguintes precisaram ser adaptadas ao modelo híbrido, parte presencial e parte virtual. Durante a pandemia já foram 73 vídeos produzidos pelos participantes da Mostra, com mais de 20 mil visualizações, além de oito publicações, disponíveis para download na página do projeto https://www.favelaeissoai.com.br/mostra-diversidade-cultural/.

Deste as primeiras edições, antes da pandemia, cerca de 70 grupos culturais e iniciativas de Feira de Santana já foram contemplados nos editais da Mostra, com repasse de mais de R$ 300.000,00 (trezentos mil reais), atendimento às demandas dos artistas e grupos culturais deste município. 

Sobre o programa Belgo Bekaert Forma e Transforma

A iniciativa promove formação artística, empreendedora e estímulo ao desenvolvimento local por meio da arte e da cultura. Com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento local e comunitário por meio da arte e da cultura, o programa promove ações de formação de artistas, gestores, empreendedores culturais, públicos e plateias. Valorizando e respeitando os saberes e os fazeres locais, o programa também atua com foco na democracia cultural, promovendo a descentralização de recursos financeiros, que são repassados por meio de micro editais com premiação em dinheiro. O programa busca dar oportunidade aos empreendedores e artistas de dinamizarem o a prendizado por meio da prática. O programa é viabilizado por meio das Leis de Incentivo à Cultura.

Sobre a Belgo Bekaert Arames

Com o objetivo de ser a principal empresa mundial em soluções de arame, a Belgo Bekaert Arames foi fundada em 1º de março de 1997, resultado de uma joint venture entre o maior grupo siderúrgico do mundo, a ArcelorMittal S.A., e o maior produtor mundial de arames, a N.V. Bekaert. Referência global na fabricação de aço, a ArcelorMittal está presente em 61 países, atendendo ao mercado siderúrgico com produtos de alta qualidade. Líder no mercado de arames, a N.V. Bekaert Arames possui mais de 130 anos de atuação, com presença em mais de 120 países, sempre aliando sua tradição ao avanço tecnológico constante. A Belgo Bek aert Arames é líder no mercado brasileiro de arames. Atualmente a empresa possui unidades em Contagem e Sabará, em Minas Gerais; Osasco e Sumaré, em São Paulo e Feira de Santana, na Bahia.

Sobre a Fundação ArcelorMittal

Criada em 1988, a Fundação ArcelorMittal desenvolve projetos sociais nos municípios onde as empresas do Grupo ArcelorMittal estão presentes, beneficiando cerca de 400 mil pessoas por ano. Alinhada com o propósito da empresa de criar um mundo melhor, a instituição investe na formação de crianças e adolescentes protagonistas do próprio futuro. Atenta às necessidades locais, a Fundação promove projetos nas áreas de educação, cultura, promoção social, esporte e saúde. Os investimentos são feitos por meio de recursos da ArcelorMittal ou incentivo fiscal. 

Para obter mais informações sobre a Mostra, visite as redes sociais:

Instagram: @MostraCulturaFSA

Facebook: https://www.facebook.com/mostraculturafsa/

YouTube: www.youtube.com/favelaeissoai/videos

Site: https://www.favelaeissoai.com.br/mostra-diversidade-cultural/ 

Página com os resultados da pesquisa e livros de Feira de Santana: https://www.favelaeissoai.com.br/mostra-diversidade-cultural/territorios/feira-de-santana/ 

 

Contato da Assessoria de Comunicação:

Cid Fiuza (75) 991915071

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