• Clériston Andrade é credenciado para programa de residência médica em Ortopedia e UTI

Clériston Andrade é credenciado para programa de residência médica em Ortopedia e UTI

19 de dezembro de 2019 \\ Geral

O Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), em Feira de Santana, foi credenciado na manhã desta quinta-feira (19) pela Comissão Nacional de Residência para os programas de Ortopedia e UTI e ampliou o programa de clínica médica. O coordenador do programa de clínica médica, Dr. Cesar Oliveira, destacou que com as medidas, será ampliado o programa de formação de recursos humanos dentro do HGCA e disse que esse é um passo muito importante para a maior qualificação da unidade hospitalar.

“Nós temos um programa de educação de pós-graduação que é a residência médica e esse é um projeto que está fazendo 30 anos dentro do HGCA, formando especialistas, ou seja, são aquelas pessoas que terminaram o curso e estão iniciando o programa de especialização, no nosso caso, a clínica médica. Agora o Ministério da Educação e Cultura autorizou a ampliação desse programa de pós-graduação, incluindo as residências médicas de cirurgias, de ortopedia e UTI. Isso faz com que o paciente tenha uma assistência muito mais qualificada, pois são médicos que estarão aqui 60 horas semanais, exclusivamente, para atender os pacientes que estiverem internados nessa unidade”, afirmou.

O médico César Oliveira destacou que era mais do que necessária a ampliação do hospital, da unidade de laboratório, assistência radiológica, além de unidades cirúrgicas para dar suporte a dimensão e exigência que a região exige.

“A cidade era subdimensionada a assistência a adultos, ela avançou do ponto de vista de pediatria, mas do ponto de vista de assistência ao adulto, ela tinha uma limitação, então era necessário essa ampliação para suportar a demanda. Isso, associado a educação médica, torna um ambiente muito mais qualificado para as práticas de saúde em Feira de Santana, que é uma região onde a gente cobra há muito tempo essas melhorias”, disse.

O coordenador da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Clériston Andrade, Lúcio Couto, falou sobre as melhorias na unidade hospitalar com esses avanços anunciados hoje. Segundo ele, o doente crítico de Feira e região vai ter mais possibilidades de ser atendido com os recursos adequados.

“Em primeiro lugar, a disponibilidade de leitos, nós temos uma demanda muito maior do que a capacidade de absorção de pacientes, nós temos uma taxa de ocupação de 100% o tempo inteiro, então hoje são 17 leitos, vamos para 57 leitos de UTI e isso para a comunidade de Feira de Santana e macrorregião é fundamental e extremamente importante. Atualmente existe uma defasagem grande com uma taxa de ocupação de 100% dos leitos e com aquele ditado popular, ‘o leito não esfria, sai um doente e já tem dois, três’, necessitando desse leito. Esse quantitativo está muito mais próximo da real necessidade do que temos atualmente”, disse.

Com relação a clínica médica, Lúcio Couto informou que aumentou o número de vagas da residência, que passa a ter mais residentes sendo formados no Hospital Clériston Andrade. Ele lembra que a UTI não tinha residência de Terapia Intensiva e a partir de 2020 o hospital está aprovado pela comissão nacional de residência médica para ter dois residentes por ano sendo formados na UTI.

“Com certeza, nós vamos supervisionar esse programa de residência médica e isso também importante para a comunidade, não só pelo número de leitos, mas também por mais profissionais capacitados sendo formados em nossa cidade, em nosso hospital”, afirmou.

O supervisor da área de residência do Hospital Geral Clériston Andrade em ortopedia, Reber Bissolatt, afirmou que essa ampliação é um sonho de toda a gestão do hospital e veio para incrementar ainda mais a qualidade do serviço que já é prestado para a comunidade.

“Vamos ampliar tanto na sua condição de quantitativo, como também no desenvolvimento qualitativo e produção científica do hospital. Por exemplo, com o incremento da residência, teremos outros recursos técnicos para abraçar determinadas complexidades das lesões que ocorrem na região de Feira, podendo fazer intervenções cirúrgicas mais complicadas”, informou.

Com informações do repórter Paulo José do Acorda Cidade


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