• Rui Costa retira homenagem ao pai de Irmã Rosa, do Dispensário Santana

Rui Costa retira homenagem ao pai de Irmã Rosa, do Dispensário Santana

27 de dezembro de 2020 \\ Geral

Um Decreto recente do governador Rui Costa, alterando o nome de algumas escolas estaduais na Bahia, causou desconforto. Figuras importantes da história da Bahia foram esquecidas pelo Decreto estadual.

Em um desses casos é no município de Uauá, onde a escola estadual Coronel Jerônimo Rodrigues Ribeiro passou a ser denominada de Colégio Integração Lagoa do Pires.

No caso específico de Uauá, o Decreto de Rui Costa tenta passar uma borracha na história de um dos maiores benfeitores daquele município.

O Coronel Jerônimo Rodrigues Ribeiro, além de muitos serviços prestados a Uauá, também é pai de uma das pessoas mais conhecidas e admiradas em Feira de Santana: a irmã Rosa Aparecida Borges Ribeiro, a irmã Rosa, do Dispensário Santana.

Há 46 anos em Feira de Santana, Irmã Rosa tem uma bela história de amor com nosso município e com a Bahia. Começou a trabalhar no asilo Nossa Senhora de Lourdes e depois no Colégio Padre Ovídio, onde ficou por 12 anos até chegar ao Dispensário Santana. São mais de 30 anos dedicados ao Dispensário, que hoje é uma das maiores obras sociais do Brasil. Um projeto que começou com os sonhos da jovem noviça pelas ruas, pelas comunidades mais carentes e que se tornou um sonho concreto e material, com atividades de apoio a crianças, mulheres, homens e idosos de Feira de Santana. Nem isso o governador levou em conta.

Em Uauá a troca do nome não foi bem aceita pela maioria da população. Até porque a alteração nada de concreto trará em benefício da instituição e dos alunos.

O Coronel Jerônimo foi grande líder político e personalidade histórica de Uauá. Jerônimo Ribeiro foi prefeito do município por quatro mandatos: 1948 a 1951; de 1955 a 1959; de 1962 a 1966; e de 1970 a 1972.
Faleceu em 2015 e deixou grande legado. “Foram anos repletos de muita história para contar; experiência, integridade, cultura, poesia que aflora com abundância em palavras cheias de sabedoria! Autodidata das letras, não precisou esquentar os bancos das faculdades para falar como escritor e acadêmico. Ouvi-lo falar ou declamar longos versos, era como sentir o som agradável das águas de um manancial que banha com suavidade as pedras de uma cachoeira, em seguida projetando-se numa queda livre, sonora e linda, como a proclamar os encantos da vida”, diz trecho de matéria publicada em sites locais à época de sua morte.

A portaria do governo Rui Costa também retirou o nome de Luiz Eduardo Magalhães e de Antônio Carlos Magalhães de algumas escolas estaduais. Uma atitude desnecessária, em um setor que apresenta índices sofríveis como é a Educação na Bahia. O Protagonista 

 

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