• PSD não vai indicar nome para eleição na UPB e abre espaço para o PT e PP

PSD não vai indicar nome para eleição na UPB e abre espaço para o PT e PP

09 de janeiro de 2021 \\ Política

O Partido Social Democrático (PSD) não deverá indicar um nome à sucessão do prefeito de Bom Jesus da Lapa, Eures Ribeiro, no comando da União dos Municípios da Bahia (UPB), segundo informou ao A TARDE o presidente da legenda na Bahia, o senador da República Otto Alencar.

Com o recuo da sigla, o nome escolhido para o comando da Casa, caso haja consenso entre os partidos da base do governador Rui Costa (PT,) como ocorreu nas últimas eleições, deverá vir do PT ou do Partido Progressista (PP), maiores legendas, junto ao PSD, no arco de aliança que dá sustentação ao governador da Bahia.

“A UPB está parada e ainda não tratamos deste assunto, mas esse ano o PSD vai ser eleitor. Depois de quatro anos como dirigente, através de Eures, que fez uma ótima gestão, não vamos ter candidato. Agora é esperar que os prefeitos se reúnam e decidam quem será o escolhido”, pontuou Alencar.

O PT ainda não fechou questão sobre uma eventual candidatura da legenda, apesar das prefeitas do partido, Cibele Carvalho (Rafael Jambeiro), Moema Gramacho (Lauro de Freitas) e do chefe do executivo de Miguel Calmon, Caca, sinalizaram o desejo de assumirem o comando da UPB. O presidente do partido na Bahia, Éden Valadares, afirmou que a legenda fará uma reunião ainda nesta semana para discutir o tema.

Partido com o maior número de prefeitos que sinalizaram o desejo de estar à frente da associação que une os prefeitos da Bahia, o PP deverá escolher um representante até o dia da votação. Isso é o que sinaliza o presidente da sigla no estado, o vice-governador e secretário de Desenvolvimento Econômico do estado, João Leão.

Os sete nomes do PP para UPB são: o de Marcão (Santana), Adriano Lima (Serrinha), Chepa Ribeiro (São Félix do Coribe), Ricardo Mascarenhas (Itaberaba), Marcelo (Governador Mangabeira) e Dr. Pitágoras (Candeias).

“Estou mandando eles conversarem entre si. Não decidimos nada, vamos marcar ainda para reunir após saber quando será a eleição. Na eleição da UPB, publica-se um edital e 30 dias após é a eleição; então, até hoje o edital ainda não foi publicado. Os prefeitos estão na disputa, mas todos contam com experiência para comandar a UPB. Já que o PSD não terá candidato, Otto poderia votar no nosso candidato”, brincou Leão.

Uma das duas mulheres com nomes apresentados à disputa da UPB, a prefeita de Rafael Jambeiro, Cibele Carvalho, avalia que o novo gestor do organismo que representa os prefeitos terá o desafio de articular políticas para o período que pode ser de transição entre o final e o pós-pandemia do novo coronavírus.

Ela sinaliza que o fim da recomposição das receitas realizada pelo governo federal no Fundo de Participação dos Municípios, por conta da Covid-19, poderá impactar as finanças públicas das cidades baianas, e promete encampar uma luta em prol de uma medida provisória para recompor essas perdas.

“Precisamos urgentemente discutir uma medida provisória para recompor as perdas dos municípios, principalmente nesse período de pandemia. Até porque, o governo federal tem iniciado algumas medidas que vão de encontro à sustentabilidade econômica de famílias que vivem em extrema vulnerabilidade socioeconômica. Os cortes no BPC e no Bolsa Família prejudicam famílias carentes e impacta no orçamento de pequenos municípios”, disse Cibele.

Cotado na disputa, o prefeito reeleito de Itapetinga, Rodrigo Hagge (MDB), resolveu desistir do pleito, considerando que no momento não reúne “condições políticas” para se viabilizar e conquistar o comando da UPB.

“Nesse momento eu acho que não reúno as condições políticas, principalmente acerca de partidos, de apoio da maior partes dessas prefeituras. O MDB tem muitas pessoas nas cidades governadas, mas não em número absoluto de prefeitos para que a gente possa costurar uma eleição de UPB”, destacou Hagge.

O prefeito de Serrinha, Adriano Lima, reeleito em 2020, é apontado por articuladores do PP como um dos favoritos na disputa interna e um nome capaz de formatar um coalizão com outras legendas na busca pela conquista da UPB.

“Estamos como pré-candidato à presidência da UPB, pois acreditamos que é necessário dar um apoio irrestrito aos prefeitos, principalmente aos novos que estão chegando. Existem fatores importantes para uma boa gestão pública como os índices, a responsabilidade fiscal e o bom relacionamento em Brasília para a captação de recursos”, destacou Lima.

Ele promete “transformar a UPB em uma instituição apolítica”, criando “municípios mais fortes e independentes”. Lima pretende “fornecer apoio jurídico e contábil a ex-prefeitos”, que na sua “grande maioria”, acabam “tendo muitos problemas após deixarem o mandato”.

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (DEM), sinalizou que deve apoiar o chefe do executivo de Serrinha para o comando da UPB, quem define como um “amigo pessoal”.

"Vejo com muita simpatia (nome de Adriano). Temos uma relação histórica, de parceria. É meu amigo pessoal. Dentre os nomes, se realmente se confirmar, vejo que está mais preparado, se reelegeu bem, milita ativamente nas causas municipalistas", destacou Reis. A Tarde

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